Lula Presidente neste Primeiro de Maio de 2022


O tom do discurso político de Lula neste 1º de Maio no Pacaembu, onde se dirigiu a milhares de militantes e trabalhadores presentes no ato foi o aspecto mais relevante que marcou este dia Internacional de Luta dos Trabalhadores que fizeram manifestações nas principais cidades do País. Sobressaiu também, no Pacaembu, a presença da militância que coloriu o ato com bonés vermelhos da CUT e de outras Centrais Sindicais presentes, do MST, do MTST, camisetas com estampas do rosto de Lula , com dizeres Lula 2022 e Lula presidente, faixas, cartazes e bandeiras de centrais sindicais e partidos de esquerda que ocupavam parcialmente o enorme pátio do estádio e outra parte que se espalhavam sentados nas laterais à espera do grande momento  de recepcionar, saudar e ouvir a maior liderança e futuro presidente.

No intervalo de uma fala e outra dos dirigentes entre eles, Fernando Haddad, candidato a governador por São Paulo, Guilherme Boulos, importante liderança dos movimentos sociais, Gleisi Hoffmann presidente do Partidos dos Trabalhadores, ouvia-se manifestações de Lula Presidente e Fora Bolsonaro genocida. Os elementos desenvolvidos no discurso de Lula, foram essencialmente dirigidos  à população trabalhadora e pobre que vem sofrendo com as perdas de suas conquistas depois do golpe de 2016 e à juventude vítima do retrocesso na área de educação e Lula usando sua sabedoria, faz um chamado à sociedade  a debater junto com ele e o futuro governo popular, saídas para a retomada do desenvolvimento e que ele, Lula, tem certeza que em Outubro, abrem-se as condições para que voltemos ao ser um país civilizado onde o amor seja capaz de superar o ódio e a cultura de superar a ignorância. 

As alianças do PT com o centro e o centro direita e a constituição dos Comitês Populares vão consolidando as perspectivas da eleição de Luiz Inácio da Silva Lula como o novo presidente do país. As centrais sindicais dos trabalhadores do campo e da cidade estão unificadas com a candidatura de Lula para a Presidência da República do Brasil.

O fracasso ideológico do neo-liberalismo e o desastre redundante no econômico, no social, no meio ambiental, na saúde do governo Bolsonaro levou um setor da elite brasileira ver na candidatura de Lula a única alternativa de restabelecer um desenvolvimento para o país interrompido com o golpe de 2016 e a prisão de Lula que impossibilitou sua candidatura em 2018. Apoio ao Lula porte parte desta mesma elite que patrocinou o golpe em 2016 contra a Presidenta Dilma. Seguramente, estes acordos passam por negociações por parte da candidatura de Lula, mas mais do que isto, é a elite brasileira, setores do empresariado, dos banqueiros, do agronegócio estão cedendo para evitarem um desastre maior com Bolsonaro que comprometa até mesmo os seus ganhos econômicos.

Por outro lado, a memória das conquistas da população pobre, hoje desempregada, das periferias durante do governo Lula será decisivo para que o povão vote em Lula. Precisamos reforçar a memória do povo em relação ao aumento do valor do salário-mínimo, da criação do Bolsa Família, do Programa Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, do Programa Luz para Todos, no fortalecimento do SUS, dos Programas para a agricultura familiar, o PAA e o PNAE, projetos cisterna, a retirada de milhares de pessoas da miséria e da pobreza. Da importância da Petrobras para o desenvolvimento da indústria nacional com a implantação das aquisições de 60% de conteúdo nacional, os apoios do BNDES no financiamento da indústria nacional, do BB e CEF, na criação de indústria de tecnologia de chips e semicondutores no Paraná.

Temos ciência da destruição da economia nacional patrocinadas pelos governo Temer e Bolsonaro, mas sabemos, conhecemos, operamos a economia, o social, ambiental do país para termos capacidade de retomar um programa desenvolvimentista para o pais.

Tornou-se insuportável por parte da mídia e até mesmo setores golpistas  manterem a grande farsa que foi a prisão de Lula e a Lava Jato. A verdade veio a tona, com a anulação de todos os processos judiciais contra o ex-presidente Lula. O ex-juiz Moro utilizado como instrumento de destruição da economia nacional, da Petrobras – que ainda sobrevive mesmo com todas as privatizações criminosas -, das empreiteiras e setores essenciais da economia brasileira. Situação agravada com a política de destruição do estado empreendedor e desenvolvimentista por parte do Governo Temer e aprofundado no governo de Bolsonaro.

Não temos ilusão de que se trata de uma eleição nacional, trata-se de uma eleição dentro de um contexto da luta internacional, em que o capitalismo anglo americano disputa seus interesses em qualquer canto do mundo, território por território. E pela importância do Brasil com Lula dentro do BRICS, com a retomado de um programa desenvolvimentista com soberania nacional, seguramente, como já o fez por várias vezes; os EUA já se coloca em movimento para manter Bolsonaro na Presidência, já que não conseguiram construir uma terceira via para substituí-lo. Os EUA já estão com seus emissários no Brasil.  Mas, Lula já deu um ousado recado no Congresso eleitoral onde o PSOL dá seu apoio à candidatura de Lula: “Vamos restabelecer nossa relação com a América Latina e, se Deus quiser, criaremos uma moeda na América Latina”. A nova moeda que substituiria as transações em dólar, se chamaria Sul. Tal notícia já teve grande repercussão na Argentina. Leia.

A manipulação das redes sociais, com fake news, mentiras, robôs etc… teve e ainda tem um peso nas eleições, não por outro motivo Bolsonaro mantém 30% das intenções de votos. Tendo estes mecanismos como instrumento eleitoral em vários países, entendemos que isto tem limite. E as eleições de governos democráticos na Argentina, na Bolívia, no Peru, no Chile e possivelmente, na Colômbia – centro golpista e com base militares dos EUA, vão demonstrando o limite da utilização das redes sociais. Com isto, não significa que os robôs fornecidos pela CIA e o Mossad não terão efeito nas próximas eleições.

Os comitês populares assumem importância nesta conjuntura. Não basta criar os comitês populares, com rede de WhatsApp sem criar um vínculo com a população. Não basta ficar enviando notícias, é preciso criar fatos de luta e atividades reais com a população. Os jornais e matérias de campanha e agitação política não podem ser apenas distribuídos mecanicamente à população. Mas servirem como ferramentas de diálogo com a população sobre as nossas ideias e programa do futuro governo do Presidente Lula.

Até pouco tempo, o Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra – MST esteve com dificuldade em continuar o seu protagonismo político em função da correlação de forças, tendo que preservar sua base contra ações golpistas dos fascistas bolsonaristas. Veio a pandemia, o MST assumiu novamente este protagonismo produzindo e distribuindo alimentos para a população. São ações desta natureza, de luta de massas, de mobilizações populares que estão sendo mais propositivas junto a população nas eleições de governos progressistas citadas acima.

Estão dadas as condições e a correlação de forças para elegermos Lula Presidente. Setores das forças armadas estarão interessadas em manterem Bolsonaro e os milhares de militares no governo para preservarem seus interesses econômicos e polpudos salários. Mas temos que levar em conta que esta postura sendo hoje mais predominante não são as únicas dentro das Forças Armadas.

As alianças estaduais devem estar condicionadas a um objetivo maior: derrotar o fascismo e eleger Lula Presidente. Eleger uma bancada de deputados federais para aumentar a nossa governabilidade no Congresso Nacional e não ficarmos refém do central. Estão dadas as condições sociais, econômicas, política para voltarmos a sonhar com um país melhor. Lula Presidente.

Comitê Editorial

Posadistas Hoje

1º de Maio de 2022